sexta-feira, 2 de setembro de 2011

MOVIMENTO POPULAR DOS ESTUDANTES EM TERESINA

Após cinco dias de protesto com o #ContraOAumento, que pedia pela redução no preço da passagem de ônibus de R$ 2,10 para R$ 1,90 (ou R$ 1,75), os estudantes de Teresina comemoram um feito histórico. A manifestação, que chegou a ser atacada por alguns como 'movimento baderneiro', feita por 'vândalos' etc, estava se intensificando e ganhou um final, digamos, feliz.
O prefeito de Teresina Elmano Férrer (PTB) confirmou a revogação do decreto que aumentou o valor da passagem de ônibus para R$ 2,10. O decreto foi assinado na última sexta-feira, e a 0h do sábado passado os ônibus passaram a cobrar R$ 2,10. O reajuste foi um pedido feito pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbao (SETUT). Os estudantes consideraram o preço abusivo e foram às ruas na segunda, na terça, na quarta, na qunta e nesta sexta, quando receberam a boa notícia.
Durante coletiva no início da tarde desta sexta-feira (02/09) no Salão Nobre do Palácio da Cidade, Elmano Férrer juntamente com o secretário de Governo Paulo César Vilarinho, assinaram a revogação que reduz o preço da passagem temporariamente.
Imagem: Aury MesquitaManifestantes em protesto contra o aumento da passagem(Imagem:Aury Mesquita)Manifestantes em protesto contra o aumento da passagem
Imagem: Aury MesquitaManifestantes em protesto contra o aumento da passagem(Imagem:Aury Mesquita)Manifestantes em protesto contra o aumento da passagem
Imagem: Aury MesquitaManifestantes em protesto contra o aumento da passagem(Imagem:Aury Mesquita)Manifestantes em protesto contra o aumento da passagem
Imagem: Aury MesquitaManifestantes em protesto contra o aumento da passagem(Imagem:Aury Mesquita)Manifestantes em protesto contra o aumento da passagem
Imagem: Aury MesquitaManifestantes em protesto contra o aumento da passagem(Imagem:Aury Mesquita)Manifestantes em protesto contra o aumento da passagem
Imagem: Aury MesquitaManifestantes em protesto contra o aumento da passagem(Imagem:Aury Mesquita)Manifestantes em protesto contra o aumento da passagem
Imagem: Aury MesquitaManifestantes em protesto contra o aumento da passagem(Imagem:Aury Mesquita)Manifestantes em protesto contra o aumento da passagem








O novo valor já entra em vigor a partir das 00h deste sábado (03/09).
 
Eduardo Amorim defende reivindicações de agentes de saúde e de endemias


Falar em defesa dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate a Endemias é falar em defesa da Atenção Básica em Saúde neste país. Foi com essas palavras que o senador Eduardo Amorim (PSC-SE) fez referência aos milhares de Agentes Comunitários de Saúde brasileiros. Amorim lembrou a realização do Seminário na Assembleia Legislativa de Sergipe da Comissão Especial do Projeto de Lei 7.495 de 2006 que foi realizado por meio do requerimento do deputado federal André Moura (PSC-SE).
Para o senador, falar em defesa dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate a Endemias é falar em defesa da Atenção Básica em Saúde, que tem como princípios fundamentais: integralidade, qualidade, equidade e participação social. Supõe-se que foi na China a origem dessa estratégia recomendada pela Organização Mundial da Saúde, onde ficaram conhecidos como ‘médicos de pés descalços´, no início da década de 50. Já no Brasil, identifica-se a existência desses técnicos em saúde desde a extinta Superintendência de Campanhas de Saúde Pública e em programas que visavam à extensão da cobertura e ampliação do acesso a serviços de saúde, informou Amorim.
Quero cumprimentar o senador sergipano pelo pronunciamento, que indiscutivelmente, fazem um trabalho extraordinário. São os agentes que prestam serviços as comunidades mais pobres desse país. Lamento que esses profissionais não sejam bem remunerados. A defesa do senador Eduardo Amorim pelo piso salarial é mais do que justo, afirmou o senador Jaime Campos (Mato Grosso).
O senador, que já esteve à frente da Secretaria de Estado da Saúde, afirma que os Agentes são elos fundamentais entre as necessidades da população e os serviços de saúde oferecidos pelos municípios. Trabalhar nesta área é viver o dia a dia da comunidade, porque dela fazem parte e nela desenvolvem o trabalho, por meio de ações individuais ou coletivas, realizam atividades de educação e promoção de saúde básica e de prevenção de doenças, disse.
O senador Walter Pinheiro (PT-BA), também fez um à parte ao discurso. Aqui nós aprovamos uma Emenda Constitucional, que eu tive o prazer de ser o relator, criando a profissão de Agente de Saúde. Uma das poucas que entraram na constituição. É importante que cobremos um pressuposto básico para que tenhamos um piso ideal, afirmou pinheiro.
No Brasil há um contingente de mais de 300 mil Agentes de Saúde, eles são responsáveis por 370 milhões de visitas domiciliares. Segundo Eduardo Amorim, destes, quase quatro mil em Sergipe, organizados em 575 equipes, cobrindo, em média, 80% do Estado. Graças às ações realizadas pelo programa de Agentes de Saúde, que podemos comemorar a diminuição do índice de mortalidade infantil, o crescimento da participação dos brasileiros nas campanhas de vacinação e o aumento da atenção pré-natal às gestantes, discursou Amorim.
O senador destacou em seu discurso os trabalhos da Comissão Especial, instalada na Câmara dos Deputados, que tem como presidente o deputado federal Domingos Dutra (PT-MA). Existem 18 proposições apensadas semelhantes em tramitação naquela Casa, informou Amorim.
É importante a criação de um piso salarial nacional e de uma data-base. As diretrizes para os planos de carreira e a regulamentação das atividades da categoria, também, são reivindicações que não podem deixar de ser consideradas. Sem falar no reconhecimento pelo papel que desempenham junto ao SUS e, principalmente, junto à sociedade, disse Amorim.
O pronunciamento recebeu o apoio, em apartes, dos senadores Jayme Campos (DEM-MT), Walter Pinheiro (PT-BA), Wellington Dias (PT-PI) e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).
 

Agentes de Saúde da Paraíba na luta pelo Piso Nacional


Mais de 500 agentes comunitários de saúde e de combate as endemias de diversos municípios paraibanos, se reuniram na última sexta-feira, dia 26 de agosto de 2011, no SESC, Centro, Campina Grande, para discutir o Piso Nacional de dois salários mínimos, como também um plano de cargos, carreira e salários para a categoria em todos os municípios.


CTB - PB
Agentes de Saúde da Paraíba na luta pelo Piso Nacional Presença de mais de 500 agentes comunitários de saúde e de combate as endemias
A luta pela aprovação do projeto de Lei 7495/06 que tramita na Câmara Federal é a grande reivindicação dos agentes de saúde e de combate as endemias na Paraíba e para isso, estarão em Brasília nos dias 3, 4 e 5 de outubro, numa grande mobilização nacional, pressionando os deputados e a presidente Dilma para garantir a votação e a implantação imediata do piso.
Para o presidente da FESACSE- Federação Sindical dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate as Endemias na Paraíba, filiada a CTB e diretor da CONACS- Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde, Kiko ACS, o impacto na folha de pagamento a nível nacional com a implantação do piso dos ACS/ACE chega a pouco mais de dois bilhões, valor insignificante para quem faz a saúde preventiva no País.
No encontro foi discutida a necessidade de aprovação da emenda constitucional 29 que destina recursos para a saúde, evitando assim, que os gestores municipais venham com pretextos que não tem recursos para pagar o piso aos agentes.
O presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde e de Combate as Endemias de Patos e Região e diretor da CONACS, João Bosco Eleutério de Assis, denunciaram a manobra feita pela FAMUP- Federação Municípios da Paraíba, representante dos prefeitos, que tem dificultado a efetivação dos Agentes de Saúde e de Combate as Endemias no Estado, através da Emenda Constitucional 51, tendo que os sindicatos assegurar à efetivação através da justiça, a exemplo de Picui onde o prefeito é presidente da mesma.
O presidente da CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil na Paraíba, José Gonçalves, denunciou que a culpa principal pela não efetivação dos ACS/ACE da Paraíba, é dos gestores municipais, pois em muitos municípios sequer está se pagando o salário de R$ 750,00. “Os grandes responsáveis por esta situação de dificuldades que vivem os agentes de saúde e de combate as endemias no Estado da Paraíba, passa inicialmente pelos prefeitos que não respeitam a lei, ignorando a emenda 51, que garante a efetivação, pagam em boa parte nos municípios apenas um salário mínimo, não pagam insalubridade e ainda atrasam salários, tendo os sindicatos recorrido à justiça para garantir os direitos de seus sindicalizados.” Disse o sindicalista.
Gonçalves ainda colocou a necessidade de derrotar nas próximas eleições de 2012, todos os prefeitos e vereadores que estão contra os interesses da categoria. “Vamos derrotar todos os gestores municipais e vereadores que estejam contra os interesses da categoria e ao mesmo tempo, eleger agentes de saúde e de endemias para nos representar, facilitando assim a nossa luta.” Desabafou o mesmo.
A CTB estará presente na grande manifestação dos Agentes de Saúde e de Endemias, que pretende reunir 10 mil ACS/ACE em Brasília, nos dias 3, 4 e 5 de outubro de 2011. A Paraíba se fará presente com 150 ACS/ACE.